Um servidor público da Prefeitura de Goiânia foi preso na noite de terça-feira (8) por envolvimento na venda ilegal de cigarros eletrônicos adulterados com óleo de maconha. A prisão foi realizada dentro da casa do suspeito por equipes da Polícia Civil da Central de Flagrantes, que já monitoravam as atividades do homem há algumas semanas.
O servidor, que exerce a função de auxiliar administrativo no município, também trabalhava como personal trainer e quiropraxista, o que, segundo os investigadores, ajudava a ampliar sua rede de contatos e possíveis compradores. Conforme apurado, ele utilizava as redes sociais, principalmente o Instagram, além do WhatsApp, para divulgar e negociar os produtos proibidos. Para dificultar o rastreamento, o suspeito usava um número de telefone internacional.
Na residência onde foi preso, os policiais encontraram mais de dez cigarros eletrônicos prontos para venda. Cada dispositivo continha óleo de maconha misturado a essências aromáticas, estratégia para atrair clientes interessados em experimentar o produto de forma disfarçada. O valor de cada unidade era de aproximadamente R$ 350, mas o servidor oferecia lotes com descontos, podendo vender dez aparelhos por cerca de R$ 3 mil.
O delegado Humberto Teófilo, responsável pela ação, destacou que o comércio do produto se enquadra como tráfico de drogas, já que o óleo de maconha não tem permissão de venda no país. Além disso, os cigarros eletrônicos não tinham qualquer autorização ou controle sanitário, o que agrava a situação, uma vez que sua fabricação e comercialização contrariam normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A investigação começou depois que a polícia recebeu denúncias anônimas relatando a comercialização dos dispositivos adulterados, supostamente vendidos para frequentadores de academias e clientes de sessões de quiropraxia. A partir daí, agentes passaram a monitorar a atividade virtual do servidor, reunindo provas até conseguirem o flagrante.
O suspeito foi levado para a Central de Flagrantes e autuado pelo crime de tráfico de drogas. Ele está à disposição da Justiça enquanto o inquérito segue para apurar toda a cadeia de fornecedores, compradores e eventuais comparsas que possam ter ajudado na distribuição dos cigarros eletrônicos. A polícia também quer esclarecer se há ligação com redes de contrabando ou produção clandestina dos óleos utilizados.
A prisão gerou comentários entre colegas da Prefeitura de Goiânia, já que o servidor era visto como uma pessoa reservada no ambiente de trabalho e não levantava suspeitas sobre qualquer atividade ilegal. A administração municipal ainda não divulgou nota oficial, mas o funcionário poderá responder a processo administrativo, o que pode resultar em demissão do cargo público, além de enfrentar penalidades criminais.
As autoridades alertam que o consumo de produtos como esses, sem origem regularizada, representa risco à saúde e é crime adquirir ou revender substâncias ilegais. A investigação permanece em andamento para localizar outras pessoas ligadas à prática criminosa e evitar que novos dispositivos cheguem a potenciais consumidores.
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