As declarações do senador Eduardo Girão voltaram a movimentar o debate político em Brasília, especialmente após a decisão dos Estados Unidos de elevar as tarifas sobre produtos brasileiros. Em entrevista concedida à TV Senado, o parlamentar responsabilizou diretamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por contribuir para o que chamou de um enfraquecimento da imagem internacional do Brasil, apontando ainda para uma crise que, segundo ele, vai além da economia.
Para Girão, o país atravessa uma fase de instabilidade que não se limita aos indicadores financeiros, mas alcança o campo político, social e, principalmente, moral. Ele considera que desde o início do atual governo, marcado por gastos excessivos e uma gestão ideológica alinhada ao Supremo Tribunal Federal, o Brasil tem perdido espaço e respeito em negociações com parceiros comerciais estratégicos.
O senador não poupou críticas ao Palácio do Planalto por, em sua visão, se aproximar de governos autoritários, como o da Venezuela e da Nicarágua, além de estreitar relações com países como Irã, China e Rússia. Para ele, esse “flertar” com regimes que desrespeitam direitos humanos acaba comprometendo a confiança de nações que historicamente mantêm laços econômicos relevantes com o Brasil. Nesse contexto, o recente aumento de tarifas imposto por Donald Trump seria, na opinião de Girão, uma consequência direta dessa guinada diplomática.
Na entrevista, o parlamentar fez questão de enfatizar que os prejuízos dessa política serão sentidos principalmente pela população. Ele alertou que tarifas mais altas podem tornar produtos brasileiros menos competitivos no mercado internacional, o que tende a gerar perda de contratos, queda na arrecadação, impacto sobre empregos e elevação de preços. Para Girão, o custo das escolhas diplomáticas recai sobre milhões de brasileiros.
Diante desse cenário, o senador defendeu que é preciso haver uma ampla união entre os diversos setores políticos para corrigir o rumo do país. Ele apelou para que as divergências ideológicas sejam deixadas de lado em prol de um diálogo que devolva à Constituição o respeito necessário para garantir estabilidade institucional.
Na avaliação de Girão, o Senado tem papel fundamental nesse processo, mas vem falhando ao engavetar dezenas de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Ele lembrou que protocolou um novo pedido de afastamento, desta vez contra o ministro Gilmar Mendes, e cobrou que a Casa Revisora da República cumpra sua missão de fiscalizar os outros Poderes.
Para o parlamentar, apenas com coragem para enfrentar o que chamou de abusos de autoridade será possível garantir uma democracia verdadeira. Ele voltou a dizer que não aceita a ideia de uma democracia “relativa” e prometeu manter a pressão para que os pedidos de impeachment parados avancem.
As falas de Eduardo Girão ecoam num momento de forte tensão política, em que o governo tenta contornar o impacto econômico das medidas americanas e, ao mesmo tempo, se defende de ataques que partem de uma oposição cada vez mais vocal. Enquanto isso, setores produtivos observam com preocupação as consequências de um cenário que combina disputas diplomáticas, desgaste institucional e incertezas para os próximos meses.
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