Na tarde desta sexta-feira, 18 de julho, a saída do ex-presidente Jair Bolsonaro da sede do Partido Liberal (PL) foi marcada por um intenso confronto verbal entre seus apoiadores e opositores. O clima ficou tenso logo após Bolsonaro conceder entrevistas nas quais criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica pelo ex-mandatário.
Assim que deixou o prédio do PL, Bolsonaro foi cercado por grupos divergentes: de um lado, manifestantes contrários a ele que exibiam uma faixa com os dizeres “Justiça feita! Genocida na cadeia”; do outro, simpatizantes que prontamente responderam com gritos de apoio, afirmando que permaneceriam ao lado do ex-presidente até o fim.
A troca de palavras rapidamente se transformou em um bate-boca acalorado. Os aliados de Bolsonaro classificaram a medida judicial como injusta e fruto de perseguição política, defendendo a inocência do ex-presidente e criticando o que chamam de excessos do Judiciário. Já os manifestantes contrários acusavam Bolsonaro de ter responsabilidade por atos danosos ao país, incluindo ações durante a pandemia, além de associações internacionais controversas, como com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O confronto verbal quase escalou para o confronto físico, mas a intervenção de policiais e seguranças evitou maiores incidentes. Apesar da tensão e dos empurrões ocasionais, não houve registro de violência mais grave. Após o tumulto, Bolsonaro foi rapidamente conduzido para um veículo oficial, encerrando sua presença no local.
Esse episódio evidencia a polarização que ainda cerca a figura de Bolsonaro, mesmo após o fim de seu mandato presidencial. Para seus seguidores, as restrições como a tornozeleira eletrônica representam um ataque injusto à sua trajetória política. Para seus críticos, são medidas necessárias para que ele responda pelos supostos erros cometidos durante sua gestão.
Enquanto isso, integrantes do PL discutem formas de contestar a decisão do STF, planejando estratégias para manter a mobilização da base bolsonarista. Do lado externo, a situação indica que as futuras aparições públicas do ex-presidente continuarão a provocar manifestações acaloradas, refletindo o clima de divisão que persiste no cenário político nacional.
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