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Nos bastidores, a hipótese de saída de De Toni é vista como um sinal de desalinhamento em um momento em que o partido busca fortalecer sua identidade e manter coesão em torno de seus principais nomes. Lideranças do PL entendem que a troca de legenda, especialmente para uma candidatura majoritária como a do Senado, pode ser interpretada como um rompimento político e comprometer acordos construídos ao longo dos últimos anos.
O deputado federal Sanderson, do PL do Rio Grande do Sul, foi uma das vozes a expressar preocupação com o cenário. Para ele, a eventual saída de Carol De Toni não seria bem recebida dentro do partido e poderia abrir espaço para tensões internas. A avaliação é de que decisões desse tipo afetam diretamente o planejamento eleitoral e a distribuição de forças entre as legendas do campo conservador.
Santa Catarina é apontada como um dos principais redutos da direita no país, com forte presença de eleitores alinhados a pautas conservadoras e liberais. Nesse contexto, a definição de candidaturas ao Senado ganha peso estratégico, já que envolve não apenas nomes competitivos, mas também a capacidade de manter unidade entre partidos aliados. Qualquer sinal de fragmentação pode favorecer adversários políticos e enfraquecer projetos eleitorais.
Aliados do PL destacam que Carol De Toni construiu sua trajetória política associada ao partido e que uma eventual mudança poderia causar estranhamento entre eleitores e lideranças locais. Além disso, a saída de um quadro de destaque poderia estimular novas disputas internas e reconfigurar alianças já estabelecidas para o próximo pleito.
Por outro lado, interlocutores próximos à deputada afirmam que ainda não há uma decisão definitiva e que diferentes cenários estão sendo analisados. A discussão envolveria cálculos eleitorais, espaço político e viabilidade de candidatura, levando em conta o cenário estadual e nacional. Mesmo assim, o simples debate sobre a troca de sigla já foi suficiente para gerar desconforto dentro do PL.
O episódio evidencia as dificuldades enfrentadas pelos partidos na construção de chapas competitivas sem comprometer a unidade interna. No campo da direita, onde diversas legendas disputam o mesmo eleitorado, movimentos individuais podem ter impacto direto no chamado xadrez eleitoral, alterando estratégias e redefinindo alianças.
Enquanto não há uma posição oficial de Carol De Toni, o tema segue sendo tratado com cautela por lideranças do PL. O partido busca evitar conflitos públicos e trabalha para manter seus quadros alinhados, especialmente em estados considerados chave. O desfecho dessa articulação poderá influenciar não apenas a corrida pelo Senado em Santa Catarina, mas também o posicionamento da direita no estado nas eleições futuras.
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