BRASIL: SENADOR GIRÃO REVELA COMO O SENADO TAMBÉM É CULPADO POR TARIFAS DE TRUMP


O cenário político brasileiro ganhou novos contornos nesta semana após declarações do senador Eduardo Girão sobre os impactos das recentes medidas econômicas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil. Em entrevista à TV Senado, o parlamentar apontou que as tarifas anunciadas pelo presidente norte-americano Donald Trump são reflexo direto, segundo ele, de erros na condução diplomática do governo Lula, além de uma crise política e institucional que, em sua visão, se agrava a cada dia.

Confira detalhes no vídeo:

Girão ressaltou que o país enfrenta não apenas dificuldades econômicas, mas também uma crise moral que, para ele, foi intensificada desde o início do atual mandato presidencial. Para o senador, a postura do governo brasileiro em relação a regimes autoritários tem cobrado um preço alto. Ele citou como exemplo a recepção ao presidente venezuelano Nicolás Maduro com honras de chefe de Estado, o silêncio diante de violações de direitos humanos na Nicarágua, além da aproximação com países como Irã, China e Rússia.

Na avaliação do senador, esse alinhamento político e ideológico, somado à postura do Supremo Tribunal Federal — que ele classificou como ativista —, estaria alimentando uma instabilidade que mina a credibilidade do Brasil diante de parceiros estratégicos. Girão argumentou que o resultado dessa política externa seria sentido diretamente pela população, agora ameaçada por tarifas que podem encarecer produtos, reduzir exportações e gerar impactos em cadeias produtivas importantes.

Para lidar com o momento conturbado, o parlamentar defendeu que as lideranças políticas coloquem suas diferenças de lado e busquem o diálogo. Ele destacou a necessidade de união entre diferentes correntes para corrigir o que chamou de “tragédia anunciada”, sugerindo que o Brasil precisa voltar a respeitar a Constituição e reequilibrar as relações entre os Poderes.

Em tom crítico, Girão reforçou que o Senado Federal tem sido omisso ao não analisar dezenas de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Como resposta, anunciou ter protocolado mais um pedido de afastamento, desta vez direcionado ao ministro Gilmar Mendes. Para o senador, a Casa Revisora da República tem o dever de exercer o controle necessário para garantir que o Judiciário não ultrapasse suas atribuições constitucionais.

Em sua fala, Girão defendeu que a democracia não pode ser “relativa”, mas plena, e que apenas um Senado atuante seria capaz de impedir abusos de autoridade. Ele prometeu continuar a mobilizar apoios para pressionar pela análise dos pedidos de impeachment, argumentando que só assim o país poderá retomar a normalidade democrática e abrir caminho para um ambiente político mais estável.

A fala de Eduardo Girão reflete o clima de polarização que marca o Congresso Nacional, especialmente em um momento em que as consequências de decisões internacionais começam a afetar diretamente a economia interna. Enquanto o governo federal trabalha para definir as medidas de resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos, a oposição aproveita o episódio para apontar falhas na diplomacia e na condução política do Planalto.

Com o aumento das críticas, cresce a expectativa de novos embates entre o Senado, o Executivo e o Judiciário nos próximos meses, em um contexto de tensões que promete se intensificar à medida que o país tenta equilibrar interesses externos e desafios internos.

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